Cheguei depois
depois do depois
um penúltimo
um talvez
nas mãos
vinte e seis letras
quarenta e sete peles
e seus nomes todos
na língua
carrapichos,flores,tinta , régua e navalha
meus sapatos perdi
meus amores teci
meu corpo nada pede
nú e afim só
neste capitel de gás
acima das consciências
planto minha alforria
agora é a prova do nove
do dez,do mil
o que virá, virá vivo
mágico de sons e folias diversas
cheguei depois sim
porque sim!
e porque não?
porque o onibus não veio
porque você me deixou
porque nada sei que não perca a validade
porque meu vinho tava bom
e a conversa fiada
porque o vento atrasou
porque não encontrei
porque gritei quarenta e sete vezes
e só o pó suspenso das palavras
ao sol dos trópicos
me entregou
goiva e martelo
preparem-se !
nada trago
nada ao cubo
Assinar:
Postar comentários (Atom)
0 comentários:
Postar um comentário